quarta-feira, 11 de junho de 2008

não existe poesia no luxo

Não existe poesia no luxo. A poesia nunca está lá, mas em quem transforma. O luxo não transforma.
É no máximo criatura. Jamais criador.

Um comentário:

Marco Llobus disse...

Rs... um riso.

Lembrei-me do bar Gama Café. Lá tem um desenho nas paredes feito pelo chargista Lor, onde seu personagem "Justiceiro Ideológico" grita: Luxo a todos.

O desejo de um artista.

Mas como cita "mui" bem meu amigo, o luxo e criatura, e isso me fez relembrar do celebre discurso de São Franscico de Assis -... As vestes do trigo.

Poderia criar um discurso fazendo criticas, ou questionando ordens econômicas, a questão classista, mas... pra aonde iria a poesia? Ela não se perderia num luxo caso houvesse um excesso de palavras?

Talvez citar alguma coisa seja a melhor “coisa” – Saramago: veja, repare o titulo dessa obra - Ensaio sobre a cegueira – na contra capa - "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."